doce
Sempre que vou ao supermercado e passo pelas caixinhas de frutos vermelhos, quase que instintivamente, ponho uma no meu carrinho de compras. Mirtilos, framboesas, amoras… às vezes compro e ficam no meu frigorífico dias, quase como decoração, porque eu adoro olhar para eles.
Para esta receita tinha então no frigorífico uma caixa de framboesas.
Estou aqui às voltas a pensar em bons motivos que vos convençam a preferir fazer os vossos éclairs em detrimento de se levantarem e irem comprar a uma pastelaria qualquer (ou vamos ser específicos, irem à Leitaria da Quinta do Paço). Uma massa leve e fofa, um chocolate quente e sedoso e um recheio cremoso e doce no ponto certo, convence? Nada que não encontrem num éclair comprado? Tenham fé e, no fim, tenham auto-controlo (ou tentem, porque eu não consegui).
Continuando a minha missão de vos convencer, vou explicar o tipo de pessoa que sou em relação aos éclairs. Em qualquer pastelaria, não vai ser para o éclair que vou olhar em primeiro lugar. Nem tão pouco em nono lugar… e as probabilidades de pedir um éclair vão ser muito reduzidas. O chocolate frio, quebradiço e muitas vezes amargo da cobertura é logo aquele “não”. Chegamos ao segundo “não” com o recheio amarelo, demasiado doce e espesso. O terceiro “não”, opcional e dependendo da pastelaria, pode ser atingido com uma massa fria e dura. Se formos à LQP, o recheio de chantilly melhora em 200% o dito bolo, a massa por norma é fofa e fresca, mas o chocolate não deixa de ser um pouco granulado e sensaborão e, é claro, são limitados.
Sempre que ouço falar em cheesecake a minha boca saliva por nenhum outro a não ser o assado no forno. Este, chamado de cheesecake americano, pode dar um pouco mais de trabalho mas, tal como na vida, aquele cliché de que tudo o que dá trabalho sabe melhor, também se aplica.
Adaptei esta receita do site Williams and Sonoma, um dos meus favoritos… o meu truque para todos os doces que levam base de bolacha é *chanchanchanchan* usar bolacha maria torrada. Faz toda a diferença, pois confere um sabor caramelizado, mas ao mesmo tempo menos enjoativo ao doce em geral. Agora vem a parte polémica em que vos digo que usei queijo quark para fazer esta receita. Não, não foi por querer fazer dietas. Até porque se quisesse, comer cheesecake não seria o melhor caminho (isso eu sei!). Utilizei o quark pois este é barato e é vendido em embalagens com grandes quantidades, o que evita aqueles restos de embalagens pelo frigorífico. Vá, eu já vos digo o que achei, vejam mas é a receita.

