Peixe em papillote

by O Comilão

Se procuram uma receita para fazer a uma pessoa que adora surpresas, não precisam de procurar mais. Então se for para uma pessoa que não gosta de peixe, ainda vai ser mais surpreendente.

Cozinhar em papillote é tão antigo que já nem me lembro quem é que teve esta ideia de embrulhar a comida. Quem quer que tenha sido, foi um dos grandes génios que a humanidade já desconheceu. Cozinhar com vapor é uma das maneiras mais fáceis, rápidas e deliciosas, principalmente em alimentos delicados como o peixe.

  • Começa-se por pré-aquecer o forno a 180ºC;
  • Demolha-se cogumelos auricularia e algas wakame em água quente e reserva-se;
  • Numa panela com água a ferver, cozem-se noodles durante 2 minutos e escorre-se. A quantidade vai depender do quanto quiserem comer, mas normalmente cada pessoa come 100g.
  • Prepara-se os camarões, removendo a casca mas deixando a cabeça para ajudar a fazer um molho mais saboroso;
  • Corta-se filetes de peixe fresco em pedaços grandes;
  • Numa folha de papel vegetal bem grande, deita-se um fio de azeite no centro e colocam-se os ingredientes todos com carinho, sem ter demais de nenhum deles nem estarem demasiado encavalitados, como se pode ver na foto;
  • Tempera-se com sal e molho de soja;
  • Fecham-se todos os lados do papel e, antes de fechar o último, deitar um pouco de vinho branco para este casulo;
  • Leva-se ao forno durante 6 minutos;
  • Serve-se por cima dos noodles e tempera-se com um pouco mais de molho de soja.
Conselhos de Comilão
  1. Desta vez, fiz com robalo, mas qualquer peixe branco fica bem. Mesmo filetes de pescada congelados, que eu normalmente detesto, não ficam muito mal.
  2. Algas e cogumelos desidratados não são ingredientes comuns. Obviamente, podem usar vegetais que cozam rápido, como floretes de bróculos ou bimi.
  3. Se não quiserem correr riscos, façam o papillote com duas camadas de papel ou folha de alumínio.

O momento em que se abre a embalagem é sempre mágico. O vapor sai com o aroma de cada ingrediente que puseram lá dentro e é tão satisfatório como abrir um petit gateau. Por acaso, não é má ideia fazer uma refeição só com coisas que causam espanto ao abrir. O que vos parece?

Também podes gostar

Leave a Comment